Opinião

INTEL 2005

Aspectos inovadores na Feira de Milão




Por Plinio Godoy


      Podemos dizer que a locomotiva da Indústria da Iluminação é o setor das fontes de luz, que antigamente poderia ser chamado de setor de lâmpadas – digo “fontes de luz”, porque com a chegada dos LEDs, nem tudo o que gera luz é uma lâmpada propriamente dita.
      Assim, após a apresentação de fontes novas de luz, a Indústria da Iluminação está absorvendo as tecnologias e desenvolvendo novas utilizações e soluções para o aprimoramento da técnica de iluminar. Um exemplo é o uso indevido dos chamados LEDs, em circunstâncias e meios incorretos, fazendo com que muitas aplicações erradas ou desastrosas iniciem um processo de falsos conceitos, pois desde o início, foram ditos serem fontes de luz de longa durabilidade e, pelos erros de aplicação, mostram-se diferentes disso.
      Assim, muitas aplicações melhor desenvolvidas, com estudos de resfriamentos dos drivers e circuitos de aplicação, foram apresentadas “criticando” os que rapidamente saíram no mercado com soluções incorretas, criando a possibilidade de inviabilizar a tecnologia num futuro próximo.
      A aplicação de sistemas fluorescentes com as novas T5 e T2 está estabelecendo novos parâmetros de qualidade de iluminação, abrangidos pela nova norma IEC para iluminação de escritórios, que, aliados ao uso dos sistemas DALI, passam a fazer cada vez mais parte da realidade européia e mundial.
      A aplicação da tricromia com efeitos RGB também é bastante utilizada, tanto com sistemas fluorescentes como LEDs, possibilitando a percepção da 4ª dimensão da luz, o tempo!
     Temos cada vez mais sistemas que se adaptam aos ambientes para usos diferenciados e para períodos do dia diferenciados, escritórios cuja iluminação é adaptável dependendo da hora, tirando o foco da iluminação da tarefa para o usuário, o conforto e a produtividade.
      O que me chamou bastante a atenção, entretanto, foi a preocupação com os fabricantes copiadores – aqueles que esperam a indústria criar idéias para serem copiadas. Muitos estandes se tornaram caixas pretas, onde somente convidados ou profissionais com referências (como membros de associações), podiam ter acesso às novidades – uma adaptação da indústria à dura realidade da concorrência internacional. E se você quer um conselho... não entre com câmera fotográfica nestes eventos, para não ser chamado de chinês.

Plinio Godoy é Engenheiro, lighting designer responsável pelo escritório Godoy Luminotecnia, diretor da empresa Luz Urbana, membro fundador da AsBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação, integra o grupo de trabalhos da CIE-Brasil – Comissão Internacional de Iluminação, associado à ASIL – Associação Italiana de Luminotécnica e IESNA (Illuminating Engineering Society of North America). (plinio@luzurbana.com.br)