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Opinião
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Showroom
Ameaça ou oportunidade?
Por Luis Antonio Chrispiano
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Tema polêmico, divergente, porém
passível de ser debatido e bem explicado,
ainda que dê margem para várias
interpretações: Showroom. Aqui, podemos
falar do showroom como loja ou,
simplesmente, como um espaço de
exposição do novo, do moderno, das
combinações e adequações da luz à
beleza.
Comecemos, então, por dizer que,
tendo em vista as crescentes demanda
e exigência do mercado por qualidade
e variedade dos produtos, as grandes
empresas e empresas em crescimento
encontraram no showroom uma alternativa inteligente e criativa
de fazer autopublicidade. Com retorno, de certa forma, mais
garantido, o showroom tornou-se veículo por vezes até institucional
do conjunto de trabalhos das empresas. Para os fabricantes, hoje,
trata-se de uma ferramenta quase indispensável para promover
seus produtos e o fortalecer a marca.
O maior objetivo de um showroom é integrar os produtos em
um mesmo espaço, com ambientações diferenciadas, de forma
que os visitantes possam ter uma visão pelo menos perto dos
360 graus de suas funcionalidades, acabamento e beleza. Tal
objetivo pode ser alcançado com uma iluminação bem projetada
e implantada, transportando, assim, o efeito visualizado – ou algo
muito próximo dele – para o ambiente que se deseja iluminar.
Uma nova vertente de showrooms é o oferecimento de suporte
aos projetos luminotécnicos ou o total desenvolvimento deles.
Porém, aqui está o nó causador de muitas críticas, uma vez que
este suporte é considerado uma pedra no caminho de alguns
profissionais, principalmente decoradores e lighting designers. No
entanto, há a necessidade de se ver com bons olhos essa extensão de serviços. É preciso entender que a
área de projetos está lá porque muitos
consumidores-finais desejam cuidar,
sozinhos, da iluminação de seus
ambientes. E é aqui também que entra,
digamos, o direito de ir e vir, quando a
pessoa não é obrigada ou, simplesmente,
não pretende contratar um
profissional.
Portanto, pode não ser uma máxima,
mas é bem verdade que, na sua grande
maioria, os showrooms não visam a
competir com os seus clientes-lojistas,
bem como não visam a se tornar um
rival direto dos seus próprios clientes-consultores. Para o
fabricante, importante é saber atender bem, com qualidade e ética,
a todos os públicos que têm acesso ao seu showroom. Já para
os clientes desse fabricante, importante é entender que se trata
de um espaço permanente de exposição das inovações, onde o
visitante tem a oportunidade de conhecer as vantagens de poder
optar dentre vários produtos que se encaixem às suas
necessidades.
Finalmente, o fato
das empresas agregarem aos showroons equipes especializadas
em projetos luminotécnicos também deveria ser visto
com bons olhos, porque significa abertura de novos empregos.
Não se trata, portanto, de ameaça, mas, sim, de oferta
de serviços, uma vez que esses projetistas não podem
– ou pelo menos não devem – ser meros amadores, sob
pena de pôr a perder toda a idéia de agregar este valor
à exposição.
Luis Antonio Chrispiano é pedagogo,
especializado em Administração de Empresas. Há oito
anos, dirige a Ella Iluminação. (luis@ella.com.br)
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