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Opinião
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Intel 2007
Um passeio pelas novidades da inspiradora Milão
Por Maria Luiza Junqueira
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Foi uma grande satisfação ser convidada
pelo Instituto Italiano para o Comércio Exterior,
para visitar a Intel 2007, que se apresentou
em novo formato dividida em dois espaços: o
Livinluce, voltado para materiais de construção,
tecnologia e lighting design, e o Enermotive,
destinado para as áreas de energia e indústria.
A delegação brasileira foi composta de dois
engenheiros, um arquiteto, e eu, como lighting
designer, e o objetivo da nossa visita foi conhecer
as novidades e conferir o que a meca do design
deve exportar em tendências para este ano.
O novo espaço que abriga o evento, projetado pelo arquiteto
Massimiliano Fuksas, é mais que grandioso. É colossal. São 500
mil metros quadrados de área para exposições, distribuídos em
16 pavilhões de vidro e aço, coberto por uma magnífica cúpula de
cristal ondulada. Sua construção faz parte dos investimentos do
governo para que Milão continue a ser conhecida como referência
mundial em design. Além disso, a obra foi parte do projeto de
recuperação do bairro Rho Pero, que é bastante afastado do
Centro e, em outras épocas acolheu um parque industrial. Aliás,
Milão inteira passa por reformas. São muitas construções se
expandindo para as periferias, já que a arquitetura da região
central é patrimônio histórico.
O début da Nova Intel registrou a presença de 115.000
visitantes, dos quais 12% eram estrangeiros. Para os
organizadores, este número comprova a internacionalidade
da feira e sinaliza que a divisão foi bem aceita pelo mercado.
Embora a área de automação e elétrica ainda seja o forte desta
feira, é clara a estratégia de ampliar o segmento de luminárias e
lâmpadas com este novo formato.
Visitando os estandes da Livin Luce, percebemos uma
ainda tímida presença dos fabricantes de luminárias
técnicas e decorativas, e a participação um pouco mais
expressiva na área de iluminação urbana. No que diz
respeito a lâmpadas, embora nem todos os grandes fabricantes
estivessem presentes, encontramos algumas diferenciadas,
de acabamentos interessantes, cada vez mais diminutas
e voltadas para a economia de energia. Entre as que me chamaram a
atenção estava uma lâmpada refletora,
econômica, de 111mm de diâmetro e 11
W, cujo bulbo está “camuflado” por um
acabamento translúcido. Evidentemente,
neste segmento, os fabricantes estão se
dedicando a inovações para competir com
os LEDs, que são uma febre mundial.
E para fontes cada vez menores,
luminárias cada vez menores também
(ou vice-versa). Afinal, a tendência vem ao
encontro do “menos é mais” e, quando o
assunto é luz, em muitos casos, a não visualização das luminárias
é prerrogativa do lighting design. Esta tendência se confirmou
na Livin Luce, embora no campo do design em si, vimos poucas
novidades.
Entre um dia e outro da feira, aproveitamos o tempo para
um passeio pela cidade e observar como as lojas de luxo são
iluminadas. Foi muito curioso verificar que, em quase todas as
vitrines, a iluminação é feita pelas laterais, conferindo um charme
todo especial, com luminárias de design diferenciado. Butiques
refinadas e luxuosas como Yves Saint Laurent, Giorgio Armani,
Gucci e Prada, entre outras, não usam na iluminação geral as
compactas fluorescentes ou mesmo as mais modernas como
as T5 e T2, mas sim uma combinação de AR111 e AR111CDMR
e dicróicas. E arrisco dizer que a única loja que, no momento,
faz uso dos LEDs em suas vitrines é a Swarovski, com lindas e
diminutas luminárias, embutidas, e com giro de 360º.
Como parte da programação, fomos conhecer também o
novo e badaladíssimo Hotel Bulgari. Alí, pudemos encontrar os
LEDs, as fluorescentes e muitas velas em charmosas lamparinas,
distribuídas por todos seus requintados jardins.
Uma conclusão? Visitar Milão e conhecer uma feira
internacional ao mesmo tempo é, sem dúvida, uma excelente
maneira de adquirir conhecimento e alimentar a inspiração.
Maria Luiza Junqueira é lighting designer, titular do M Light Iluminação
& Projetos.
E-mail: malujunqueira@terra.com.br
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